Comunicado | Acordo de Glasgow denuncia mais de 800 novos poços de petróleo e gás até ao final de 2022 em 76 países

Numa conferência de imprensa ontem na COP26 Coalition People’s Forum, o Acordo de Glasgow apresentou o Relatório Drill Baby, Drill que expõe os planos de 816 novos poços de petróleo e gás a acontecerem desde agora até ao final de 2022 em 76 países. Destes mais de 500 poços irão acontecer na Austrália, Rússia, México, Indonésia, EUA, Noruega, Reino Unido, Brasil e Myanmar. As principais empresas envolvidas são a ENI, Petronas, Shell, Equinor, Total, Pemex, PTTEP, BP, Pertamina e Chevron.

O relatório expõe igualmente uma lista de 184 poços concluídos durante 2021 até à data, incluindo 36 perfurados na China, e dezenas na Turquia, Rússia, Noruega, Indonésia, México, Paquistão, Austrália, Egipto, Guiana e EUA, com investimentos de milhares de milhões de dólares.

Estes número são, segundo o relatório, uma subestimação dos poços reais a serem perfurados. Contudo estes por si só já representam um contributo no aumento de emissões decisivo para descarrilar qualquer plano credível de cortes de emissões até 2030 que evite aumentos globais de temperatura superiores a 1,5ºC.

Drill, Baby, Drill ilustra assim a contradição flagrante entre a propaganda climática nas negociações da COP26 e a terrível verdade de que os governos e as empresas não só não estão a cortar emissões como ainda promovem um maior aumento das emissões.

O Climáximo, como parte do Acordo de Glasgow, apela a todas as pessoas e organizações sociais para actuarem, bloquearem e travarem estes projectos suicidas e ecocidas.

As empresas e governos nunca pararam, nem nunca pararão, a menos que as detenhamos.

Relatório: ReportDBD
Excel: wells_completed
Toda a informação em: https://glasgowagreement.net/en/drillbabydrill/

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O Climáximo faz parte do Acordo de Glasgow desde Novembro de 2020.


Actualmente respondemos à chamada internacional de ação “Collapse Total” com a Ação Vamos Juntas.  Assim, no dia 18 de Novembro, vamos à infraestrutura actual mais poluente, a Refinaria da Galp em Sines, numa acção de desobediência civil, reivindicando o encerramento planeado e gradual desta, transição justa para todos os trabalhares e comunidade e democratização energética.
Vamos à Refinaria porque o futuro está nas nossas mãos. Junta-te à nós. Vamos juntas.
Sabe mais em: https://www.climaximo.pt/vamos-juntas/

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