Novas medidas para financiamento

Em Setembro de 2019 declarámos, dentro do Climáximo, um estado de emergência climática. A linha principal, de dizer a verdade a nós próprias, manteve-se até hoje: desde então, reinventámos o nosso funcionamento, alterámos as nossas estratégias, e olhámos a realidade nos olhos.

Em Agosto de 2021 lançamos novos compromissos. Nestes comprometemo-nos em investir na resiliência política via infraestruturas organizativas, em particular na consolidação da equipa de financiamento, com planos de acção próprios e ambições próprias.
De seguida apresentamos os planos actuais desta equipa.

Contribuir directamente para colectivos da linha da frente espalhados pelo mundo

A partir de Novembro de 2021, 20% das contribuições doadas para o climáximo via Open Collective serão direccionadas para comunidades da linha da frente tal como colectivos do movimento pela justiça climática baseados no sul global.

 

Reactivar a angariação de fundos via Open Collective

Com base nas aprendizagens do passado, voltamos a utilizar de forma activa a conta do Climáximo na Open Collective – uma plataforma online que permite colectivos recolher dinheiro – com o fim de alcançarmos uma maior estabilidade e capacidade de cobrir as despesas mínimas essenciais (materiais, transportes, cuidados, apoio legal, manutenção dos sites, etc).

É de notar que, como tudo o que fizemos antes, vamos continuar a decidir, lançar e montar as actividades que fazemos dependendo somente na nossa capacidade de improvisação e auto-financiamento. Sabemos que as nossas actividades (e o sucesso delas) dependem e vão continuar a depender das pessoas indignadas, activadas e envolvidas e não da nossa capacidade financeira.

Sabe mais em: https://www.climaximo.pt/envolve-te/ja-pensaste-em-doas-para-o-movimento-pela-justica-climatica/

 

Empregar 2 pessoas para o movimento de Justiça Climática durante 2022 via auto financiamento

Sabemos que para podermos travar a crise climática precisamos de todas. Isto implica crescer sem deixar ninguém para trás.
Um dos desafios actuais recai sobre conseguirmos libertar pessoas para facilitarem a participação de outras pessoas nas acções, campanhas, decisões e organização. Só assim conseguimos crescer e continuar a fazer coisas grandes e sérias, mantendo a complexidade e maturidade, sem bloquear a integração de novas pessoas. Actualmente isto acontece de forma precária (via financiamento por alguns projectos ou via escolhas pessoais duma dedicação individual – e presença de poupanças – de algumas activistas).

Até meio de 2022, ambicionamos libertar 2 pessoas, dando-lhes um valor mínimo de subsistência mensal, para que possam dedicar-se a tempo inteiro ao movimento pela justiça climática, principalmente para tarefas de manutenção tal como de facilitação da participação das outras pessoas nas acções, campanhas, decisões e organização. Queremos alcançar isto exclusivamente via auto-finaciamento (utilizaremos parcialmente a plataforma open collective para gerir estas contribuições).

Quanto vão receber?

Cada pessoa receberá mensalmente um valor mínimo para cobrir as despesas de vida (valor bruto por volta de 800€).

Como vão ser pagas?

Até termos alguma estabilidade será por recibos verdes. Queremos alcançar a capacidade de empregarmos estas pessoas com contrato de 6 meses. Em ambos os casos será feito através da Academia Cidadã.

O que vão fazer?

De 6 em 6 meses, o colectivo decide em conjunto um plano (discutido e aprovado em reunião) com tarefas específicas que estas pessoas têm que fazer, tal como prazos, objectivos, a quem/que espaço pedir feedback, reportar e informar.
Sabemos que há um desequilíbrio de poderes entre quem tem mais disponibilidade do que quem tem menos. Temos como compromisso mitigar esta dinâmica de poder, garantindo que quem tem mais disponibilidade, dedica a maioria do seu tempo (70%) para tarefas de manutenção, de integração e de facilitação de participação de todas as pessoas, principalmente as que têm menos tempo, nos processos de decisão, de organização, de definição de estratégia e de participação nas ações e campanhas. Os restantes 30% dependerão de outras necessidades identificadas – igualmente definidos no plano.

Processo de selecção

De 6 em 6 meses, em reunião, seleccionaremos as 2 pessoas, com o consentimento destas, e tendo em atenção balanço de género.
O processo de selecção mais detalhado está actualmente a ser desenvolvido.

Monitorização e Responsabilização

Estabelecemos algumas formas para garantir a auto-responsabilização tal como uma comunicação clara entre todas sobre o que foi feito, resultados e próximos passos:
• Reporte semanal na reunião do climáximo sobre o estado das tarefas, justificando quando algo não estiver de acordo com o plano estabelecido colectivamente e o que vai fazer face a isso;
• De 2 em 2 meses recolhe feedback do colectivo e integra-o nas suas tarefas (ou justifica-o caso não o faça);
• Auto-avaliação trimestral, reportada ao colectivo;
• Reporte trimestral no site e enviado às pessoas que contribuem mensalmente.

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